ano: 2018


Um verdadeiro amor não se esquece!

O teu novo namorado, o teu novo romance ou a tua nova paixão não é nada comparado ao grande amor da tua vida.

Não há substituição possível.

O que te faz sofrer não é o grande amor, é a sua perda!

É pensares que aqueles momentos únicos nunca mais serão vividos.

É a saudade que te faz doer a alma. Isso sim faz-te sofrer.

Um verdadeiro amor, aquele verdadeiro amor, não se esquece.

Porque ele te fez sentir única, amada, feliz, de bem com a vida e te colocou na memória histórias únicas que pertenceram a duas pessoas só.

Se o conseguisses esquecer, terias de esquecer lugares, momentos, gestos únicos, sorrisos, ternuras especiais, preocupações genuínas, abraços que não quiseste largar, beijos intemporais, uniões de corpos ímpares ou palavras únicas que apenas foram ditas para ti. Não é possível.

Nunca esquecerás um amor de verdade, o único que te acontece na vida, apenas aprendes a viver sem ele!

Podes até ter uma pessoa de que gostes bastante, que seja a tampa do teu tacho, que te trate como uma princesa, mas aquele verdadeiro amor que só nos acontece uma vez na vida, vai lá estar sempre bem guardadinho na tua memória e no teu coração.

O papelinho que te namora...

Tão certo como o amor que te darei
É a minha vontade de te rimar!
Mas rimar não sei,
Mas posso tentar!
Venho-te assim dizer
O que esconde o meu coração.
Quando estou contigo,
Horas parecem segundos
E segundos são profundos
Sonhos em que te oiço e digo:
És anjo a quem posso falar,
Rir e porque não chorar!
És ser iluminado!
Talvez verde e com antenas...
Como eu, assustado...
Apenas...
Não pensei ser ainda capaz
De falar do que o amor me faz,
De sentir o que me fazes,
De conseguir fazer as pazes
Com o sentimento de amar...
E o imponente universo,
Que uniu forças pra nos juntar,
Escreveu verso atrás de verso,
Para que possamos afagar
Este amor controverso...
Lê com carinho e atenção
Este papelinho que te namora
E se quiseres ou talvez não,
Depois...
Deita-o fora...

Como é que se diz isto a alguém?

Diz-me com que olhos te devo falar?
Se com os que tenho,
Ou com os que t’estão a deixar?
Que poções tenho de beber?
Que marés devo navegar
P’ra que possas entender!

Palavras são pedradas!
Perguntas vazias...
Respostas não dadas…
Resvalámos, sem saber
Que a dor é deste tamanho
E não da que devia ser!
Como olhar um olhar caído?
Como pedir que sorrias,
Se sorrir não faz sentido?
Como dizer a um coração,
Que metade de ti nos une,
Mas a outra não!

Como é que se diz isto a alguém?
Como dizer o que não se diz a ninguém?
Que o fim vai começar...

O meu amor é verde!

Uma bela flor em negro vaso...
É em todas as cores ver só uma;
É ser salvo, por quem nos afunda;
É o tanto, que sabe a tão pouco;
É o demónio em paz e o anjo louco;
É a angustia em protesto;
É o doce ser amargo e indegesto;
É o perto que fica demorado;
É ser maquinista desgovernado;
É o riso tremido;
É gritar sem ser ouvido;
É não ter asas e voar;
É ver mas também é cegar;
É ficar tolo e ajoelhado,
Não saber o que é certo ou errado;
É o coração que fica refém
Da rosa que vai e do beijo que vem;
É por vontade ser acorrentado;
É ser verde e aprisionado
Ao universo que quer juntar,
Até quem já tinha deixado...
De acreditar!
Nesta calçada da prosa aqui digo,
Sentindo frio, sede e dor constante,
Que verde é o meu castigo...
E é por tudo isto que doravante,
No meu universo profano,
O meu amor é marciano...
Talvez verde e com antenas...
... como eu...

Ó tempo que tudo mudas...

Amores em desamores,
Luxúrias em paixões,
Alegrias em dores,
Conflitos em perdões
Ou aflitos em salvadores de fraca salvação...
Ternuras em obsessões,
Que viraram feijões
Porque algo cresceu e a coisa não se deu...
Casinhas em mansões,
Caminhadas em uniões,
Porque o amor uniu o que ainda ninguém viu...
E telas em pintores,
Mudos em tenores,
Pedras em corações
Ou gigantes em anões que perceberam...
Que o tempo não muda
O que é verdadeiro...

Bem haja!

Por cantares
Sempre que pedi...
Por me ressuscitares
As vezes que morri...
És anjo e sol,
És guia e farol
Porque lá do céu
Não és juiz,
Nem eu sou réu
Do que faço ou fiz.
Apenas ergues o véu
E falas-me...
E eu oiço
O que o sol me diz!
E em quaisquer mares
Daqui ou d'além,
Se chorares,
Chorarei também!

Uma casinha...

Vem construir uma casinha,
Uma pedra tua, outra minha...
Danças tu, canto eu
Um fado que nasceu
Não sei donde, nem porquê...
É coisa que não se vê,
Que do céu caiu,
Como alguém que lê
Um livro que não pediu...

A era do faz de conta!

Parece que vivemos na era do faz de conta!
E o que é o faz de conta? É a vida que algumas pobres alminhas levam!
Exemplos...
Sou fútil e remediado mas tenho de parecer interessante e rico!
Não passo de um abutre trapaceiro, mas quero parecer honesto e fofinho!
Comi salchichas com arroz e bebi laranjada do pingo doce, mas 'postei' no Facebook pernil de cordeiro assado acompanhado por um Cartuxa tinto, reserva claro!
Isto é fazer de conta!
Oh pra eles tão esbeltos e felizes na fotografia, mas o que não se sabe é que a magreza da foto teve hora e meia de 'Photoshop' e a felicidade do casalinho começa de manhã quando cada um vai para o trabalho...
Isto é fazer de conta!
O que fizeste: Aproveitaste o 'Black Friday' para gastares o dinheiro que não tens!
E para quê? Para impressionar pessoas que não gostas...
Diz ela: "Carlinhos meu amor, como eu te amo!"
Em Maio amava o João, em Agosto o Pedro e em Outubro ama o Carlos!
O que foi dito: "Amigaaaa, estás tão giraaaa!!"
O que a hipocrisia pensou: "Ah, se eu tivesse uma varinha mágica, punha-te já vinte quilos de banha nessas ancas e varizes da grossura de dedos nas pernas!
Isto é fazer de conta!
Não são as tuas novas companhias, a tua nova mala Versace ou o teu novo Porsche que fazem de ti melhor, isso não aumenta o teu carácter. Pelo contrário, se com esses luxos fores um belo "cagarolas", então o teu caracter diminui.
Podes falar dez línguas e mesmo assim não passares de um poliglota ignorante!
Podes ser chefe, mas não fazeres a mínima ideia do que é liderar!
Infelizmente venera-se mais a reputação que o caracter!
A preocupação é com o que os outros pensam e com o que acham que têm de parecer.
Mas esquecem-se do caracter! E o pior que te pode acontecer é perderes a maior preciosidade que um ser humano pode ter: o caracter!
O que é feito da transparência, humildade e sinceridade?
Onde andam as pessoas de boa índole? As simples? As genuínas? As de bom coração?
Eu conheço algumas... mas poucas!
Pensa nisto:
És ídolo de alguém?
És admirado por quem?
Tens molhado os pés pelos teus?
Dás atenção aos que te amam?
Que suores ou lágrimas tens secado?
As pessoas têm por ti respeito? Medo? Pena? Ou desdém?
Alguém é um pouco mais feliz hoje do que o mês passado por tua causa?
Pensa por onde tens andado, porque o melhor sitio para estares é nos pensamentos de alguém, nas suas orações ou no seu coração.
E isto a vida só te dá, se tiveres um bom caracter!

Valoriza quem te puxa pra cima!

Todos temos alguém ao lado. Marido, esposa, namorada, primo, amiga... nem que seja o vizinho do lado, o gato ou o periquito!
E a verdade é que uns puxam-nos pra cima e outros pra baixo!
E tu estás a pensar: "a maioria puxa-nos pra baixo!" E é verdade!
É precisamente por isso que tens que valorizar quem te puxa pra cima!
O marido ou a esposa por exemplo, que te puxa pra cima, dá-te liberdade. Apoia-te. Está lá quando o chão te foge. é quem te aceita com os teus defeitos e não te obriga a mudar o que foste nas últimas décadas. É quem te segura na queda. Chama-te à razão quando estás distraído. Empresta-te o seu melhor casaco. Faz dos teus problemas, soluções! Pedes uma mão e recebes duas! São os que te secam as lágrimas, os que te arrancam sorrisos quando não tens razão para sorrir!
Em poucas palavras: são os que fazem dos teus invernos... primaveras!
Ao contrário, os que te puxam pra baixo, geralmente são egoístas. Alguns são lobos bem falantes mas em pele de cordeiros. Cuidado! Pois eles são castradores de sonhos, de amizades e pior: de personalidades!
Eles podem ter amigos, tu não. São os que podem ter prazeres, mas são também os que acham mil razões para os teus prazeres serem desnecessários ou fúteis. As tuas dificuldades não são as deles. Alguns fazem pior ainda, fazem da tua dificuldade, uma maior ainda! Triste. Outros colocam-se à parte ou tentam mudar-te para que sejas tu a melhor servir os interesses... deles!
E quando dás conta, tu já não és tu! És algo à semelhança de quem te puxa pra baixo!
És o que serve os interesses do castrador!
Afasta-te que quem te rouba a essência, a alma!
Abana a árvore de quem tens a teu lado e deixa cair as frutas podres! Deste modo ganhas tempo ao tempo que resta da tua vida e espaço para quem o mereça!
Faz um retiro, uma caminhada ou perde pelo menos cinco minutos, mas pensa nisto: E tu? Quem tens a teu lado?

Assustas-me!

É estranho...
O mel das tuas teias,
Abrir-me no peito este lanho....
E corres-me nas veias
Porque és do tamanho
Do que me semeias!
Não sabia que era assim!
O bom também é ruim!
E padeço baixinho
E às vezes desalinho
Porque cheiras a rubi,
Nirvana, amor e um ninho...
Porque a tua alma sorri
E tem um pedacinho
De tudo o que eu pedi...
E é por o meu santinho
Gostar assim do teu...
Que me assustas...

Não a procures...

Não adianta meteres anúncio no jornal, traçares planos ou procurares a felicidade onde te parece mais óbvio procurar!
Ela vem quando menos esperares...
Mas para que ela possa vir, tens de te preparar! Tens de a procurar em ti. Tens de falar muito contigo e pelo tempo que for necessário...
Tens de renunciar ao que achas que ela deveria ser, e em vez disso, amares o que tens!
E depois de te amares, alguém te amará...
Como tu és... Pelo que tu és... e como mais ninguém te vê....
E esse alguém semeará mais felicidade à tua volta, de tal maneira, que saberás que os teus anteriores limites eram pequenos! Que anteriores metas afinal sempre estiveram fora de prazo! Que o 'muito' afinal era só 'um bocadinho' e que 'bocadinhos' afinal eram 'nadas'...
E quando a achares...
Agarra-a bem, rega-a melhor ainda... e entrega-te! Porque a felicidade só aparece para quem chorou, para quem acreditou e para quem já semeou...
Só isso.

O erro está na expectativa...

Na expectativa, na esperança, no acreditar, na espera, no confiar...
E porquê?
Porque promessas quebram-se,
Porque esperas alongam-se,
Porque o acreditar trai-nos,
Porque confiança perde-se.
E depois acontece...
Que o prometido não se cumpriu ou raramente se cumpre,
Que a espera foi maior que o esperado,
Que acreditámos no mentiroso,
Que depopsitámos confiança no dissimulado.
Por isso entende que...
As pessoas não estão cá para satisfazer as tuas expectativas,
As pessoas não deveriam precisar umas das outras, antes completarem-se,
Por isso...
Ama-te, não esperes nada de ninguém, não dependas de ninguém, cuida do teu jardim e deixa as borboletas pousarem...
... Umas virão só de passagem, aprecia-as e outras ficarão, estima-as...
Simples não é?

Vive antes de morrer ...

Vénias...
Ao que deixa saudade,
Ao derrotado com dignidade,
A quem arrisca e petisca,
Ao sexo com faísca,
Ao pecado a recordar,
A quem ganha antes de gastar,
A quem tenta antes de desistir,
Ao que enfrenta em vez de fugir,
Ao engasgado que falou,
Ao envergonhado que beijou,
À cicatriz do guerreiro,
Ao amor verdadeiro,
Ao que toca o coração,
À loucura e à paixão,
À verdade que foi dita
mesmo não sendo bonita,
A quem te faz bem,
A quem dá o que têm,
À paz promovida,
À consciência erguida,
A quem não é resignado,
Ao que alegra o amargurado,
Ao solidário e à comunhão,
À sensatez e ao perdão...
A quem faz acontecer
E a quem vive antes de morrer!

Amor é...

O sol querer
Ver a lua beijar
É como dizer
Ao amor que amar
Não irá doer!

Não é ofegação,
Não é palavreado,
Não é adaptação
Nem estar apaixonado,
Amor é zelo e perdão!

Amor é estar à mercê
De um sofrer mudo
Do que a razão não vê,
E acima de tudo
É um não saber porquê!

Ela é esbelta e segura!

Divino o teu talento
Em ser quente travessura,
E eu firme e sedento
De tão erótica criatura,
Já em alto comprimento
Por tua doce textura,
Fico aceso e corpulento,
De forte e ágil armadura,
Porque ao sabor do vento
Danças esbelta e segura!

Venha a tua diabrura
Endurecer o meu cimento,
Deitar fogo na fervura
E ora meigo, ora violento,
Nesta nossa escravatura
Serei teu galo barulhento
Até partir a soldadura,
Até ficar sonolento!

O que eu gosto...

Gosto de pessoas inteligentes e de conversar. Não gosto nada de me chatear.
Gosto de fazer as pazes. Dou valor às amizades.
Gosto de pessoas simples e bem-humoradas. Das que dão gargalhadas. Não gosto das que cospem no chão e muito menos das mal-educadas.
Gosto de quem me fala ao coração, do carnaval, daquele amigo da “bjeca” e do licor beirão. Não me importa a cor, sexualidade, clube ou religião! Basta que seja amigo. E se for brincalhão, parvalhão e louco… melhor!
Gosto de gostar de quem eu sei que gosta de mim.
Não gosto da palavra “fim”, prefiro a palavra “começo”. Gosto de aprender com o “tropeço” e levantar-me!
Não gosto das palavras “quermesse” e “borga”. Na escola, não gostei de Miguel Torga, mas gosto de livros e filmes que me fazem pensar. Gosto do rio, mas prefiro o mar. Gosto do cheiro a terra molhada, da pipoca doce e também da salgada!
Gosto do suspense, comédia e trama. Gosto de sexo com quem se ama… e de gelados de máquina.
Gosto da sintonia nos “finalmente”, não gosto de ficar doente, só de amor. Gosto do jantar à luz de velas, detesto querelas, confusões, brigas e muito menos intrigas!
Não gosto que joguem com sentimentos. Gosta da captura de momentos: gosto de instantes parados, de fotografias e polaroids…
Gosto de dançar, comer, cantarolar, ler e do café quente pela manhã.
Gosto dos porquês das crianças…
Gosto de as ver a brincar e de brincar com elas. Não gosto de ver pais a ralhar ou a bater nos filhos. Gosto de gente simples, desafios complicados e poucas complicações a tirar-me o sono.
Gosto de dormir de consciência tranquila e sem ficar chateado com ninguém.
Gosto do ramo de flores que dou e do beijo que vem.
Gosto de olhar nos olhos e que me olhem nos olhos também!
Gosto da família que perdoa a minhas loucuras. Gosto de líderes, não gosto de ditaduras.
Gosto da liberdade... de a dar e de a ter. Gosto do respeito, da fidelidade, do amor no leito e da sinceridade.
Gosto de poesia, rimas e prosa.
Gosto do verde, do preto, branco, mas gosto também do vermelho e até do cor-de-rosa.
Gosto do Sporting, gosto de futebol, gosto de gritar: “golo”!
Gosto de dar e receber consolo. Onde, não importa… Talvez em simples esplanadas, a ver o mar ou um jardim bem tratado. Quando chove gosto de estar abrigado, mas também gosto do sol, do Verão e da água quente das praias do Algarve.
Tudo isto me move… mas há mais…
Acho pirosas, algumas, “tias de cascais”. Se cheios, não gosto de centros comerciais.
Gosto do número 9 e do 7… os outros são banais.
Gosto de aproveitar as manhãs, mas também gosto de dormir até ao meio-dia. No diálogo, gosto de simetria e se for com pronúncia do norte adoro! Também gosto de Lisboa. Tenho dias de não escolher nada à toa. Noutros reina o improviso, a desgarrada, a viagem sem aviso, não programada. São as melhores!
Não gosto de gente “provinciana”, mas gosto das suas comidas. Gosto pouco de comida vegetariana.
Prefiro falar do que enviar sms’s. Gosto de falar, mas também gosto de ouvir…
Não gosto de fugir… mas gosto de correr, andar a pé e sentir-me em forma.
Gosto da bebida fresquinha: água, martini, moscatel e a bela da caipirinha.
No bolo-rei não gosto da fava e no cozido não gosto de chouriço preto.
Gosto disto, não gosto daquilo…
Sou assim…