ano: 2017


É preciso ...

Sem respeito, não há amor
Sem confiança, não há lealdade
Sem diálogo, não há convergência
Sem mudança, não há progresso
Sem investimento, não há retorno
Sem mente aberta, não há evolução
Sem trabalho, não há sustento
Sem alicerces, não há construção
Sem perder, não há ganhar
Sem alma, és só um entre muitos
Com passividade, vais ao sabor do vento
E sem tudo isto, não vale a pena continuar...

Não te lamentes nem esperes que mude,
ajusta-te ao que te é preciso!

O que as mulheres querem...

O que as mulheres querem está proximamente ligado ao que os homens querem. Ambos procuram solidez profissional, ter melhores atributos neste ou naquele campo, um lar, bens materiais com certeza, ...mas a verdade é que quase nada, incluindo o sucesso no trabalho, eleva uma mulher tanto quanto ser amada pelo companheiro(a) que ela admira. Já os homens desejam ser admirados pela parceira que amam, diferente mas próximo. Por meio século, foi-nos dito, que o que as mulheres mais queriam era sucesso profissional e igualdade. Este conceito está a ser ultrapassado pela mulher moderna, que admite cada vez mais, que quer um parceiro para amar. É por isso que quando as mulheres casadas se juntam, elas não falam sobre os seus trabalhos tanto quanto os homens. Entre outras coisas, elas falam sobre o seu homem, se elas estão orgulhosas dele ou não, falam dos filhos, de projetos comuns ou queixam-se do que corre menos bem por exemplo... Mesmo a maioria das feministas são mais felizes quando casadas com um homem que elas admiram.

As mulheres não querem um anel super caro, basta uma florzinha comprada com carinho e já resolve o problema. Não querem dormir num palácio, só querem deitar a cabeça no ombro de quem amam. Não querem a presença física a toda a hora, mas querem saber com quem podem contar se precisarem. Não querem a password do e-mail, mas querem alguém em quem possam confiar de verdade. As mulheres querem alguém com quem possam passar o aniversário, o Natal, a Páscoa,... a vida. Fazer parte dos planos... ainda que esses planos sejam apenas a comemoração de alguma coisa banal. O que as mulheres querem é tão simples que parece muito óbvio. Mas não é. Ainda existem homens que ignoram o básico. Alguns, não são todos. Os homens não são todos iguais. E o que é que as mulheres admiram num homem? Da minha experiência, de simplesmente viver a vida, cheguei à conclusão de que um homem admirável é aquele que tem três qualidades: força, integridade, ambição. Todas as três são necessárias. Força sem integridade é machismo. Integridade sem força ou sem ambição, é ter ao lado um 'pánhonha', desculpem-me a expressão. E ambição sem integridade faz do homem um bandido bem-sucedido... ou não. As mulheres são atraídas por homens fortes. Apesar de muitos homens, quando lhes perguntamos o segredo do seu longo casamento, respondem, "Eu aprendi a dizer sempre : Sim, querida", a verdade é que a maioria das mulheres não são atraídas para "Sim, querida" homens. Elas são atraídas para um homem que exibe força no mundo exterior e em casa, como marido e pai. Mas essa força deve vir com integridade. Se isso não acontecer, ele é um homem forte, mas mau. E quando algumas mulheres se apaixonam por homens maus (precisamente por causa do poder da força masculina para atrair as mulheres), a maioria delas não querem um homem desses a longo prazo. E ambição não significa necessariamente que ele é rico, mas sim que ele é trabalhador, que quer evoluir e melhorar. É por isso, que para a maioria das mulheres, um marido que se senta e assiste televisão a noite toda, todos os dias, não tem valor.Tudo isto se aplica a homens, a mulheres e à sociedade. Mulheres a conseguirem o que mais desejam: serem amadas por alguém que admiram. Os homens terem o que eles mais querem: ser admirados por quem amam... Infelizmente, nada disto é ensinado na faculdade.

Sexo Mágico...

Nas entranhas do ser humano reside uma energia que tem um potencial gigantesco: o potencial do prazer intenso, do amor sublime, do sexo mágico! Sexo é uma das mais poderosas energias do ser humano e ela está a ser usada, por muitos, apenas como: ginástica mecânica; consolo por ausência de amor; confusão entre sinónimos, ou não, de amor... Não gosto dos estereótipos da cultura popular acerca deste tema. Não sou a favor das rapidinhas por sistema, nem das estratégias ou horários pré definidos. Não gosto dos planos A, B ou C, prefiro os planos todos ao molho e consoante a vontade se manifestar. Gosto do orgasmo retardado, da multiplicidade orgástica, da habilidade para satisfazer o parceiro sem deixar de se ter o próprio prazer. Gosto da parte de cima da língua, que é mais texturada que a ponta. Gosto da superação dos anseios, vergonhas e da conversa aberta do que se quer e gosta. Não gosto de quantidade em prol da qualidade… ou só porque o colega de trabalho diz que passa a noite “naquilo”.

Gosto do politicamente incorreto, do sexo mágico com os 5 sentidos, da ausência de regras, gosto das misturas do selvagem com o tântrico, do fogo com o gelo, do humor com o sério a parecer que vou morrer de prazer. Gosto da sintonia nos “finalmente”, gosto da entrega no ato, da surpresa intemporal e irracional, da ausência de fatores de distração, da intensidade e da ousadia. A ousadia deve ser o limite superior do parceiro menos ousado, a frequência, não sendo os relógios sexuais biologicamente iguais, deve ser um entendimento do que for confortável para ambos e o sexo deve ser feito com amor… com quem se ama. Não condeno quem o faz sem amor, apenas não gosto. Condeno sim, quem não é sincero consigo próprio e, pior ainda, com o parceiro, quem apenas tem um objetivo: prazer momentaneamente egoísta… os sentimentos do outro que se lixem! Isso, eu condeno! Quando se busca qualidade, o fato de se ter uma relação de intimidade com o parceiro soma muitos pontos a favor… quem não pensar assim ainda não provou o melhor sexo, tem andado a petiscar.
Sexo é uma coisa, amor é outra bem diferente, mas ao juntarmos os dois teremos como resultado o melhor sexo: o sexo mágico! Gosto destas coisas do amor pelo inteiro, nada pela metade: nem só sexo, nem só amor; metades não me enchem as medidas. Sexo sem amor é beber um galão só com leite; sexo intenso com amor... sou eu! Mas parece que as medidas de muita gente, hoje em dia, se enchem só de metades: metades de sexo sem amor e muitos sem qualidade.
Estão na moda os casalinhos modernos do “olá e vamos prá cama”… e ainda nem um copo beberam. E depois da cama, vem um sorridente “até nunca mais”. Parece que a humanidade rotulou o sexo de pecado banal e corriqueiro; que se faz como quem vai beber uma cerveja: hoje a esta cervejaria, amanhã ao café da outra rua... E não importa a qualidade da cerveja, seja ela portuguesa, alemã, tanto faz, o que importa é beber, mesmo que a vontade não seja muita ou porque se tem de impressionar os amigos! Faz-me confusão o sexo estar a ficar tão banalizado, infelizmente assim como o amor; as posturas machistas com ar pré-histórico e primitivo… impressionante!
Infelizmente, muitos tem uma relação de amor e ódio com o sexo, que é refletida de muitas maneiras: promiscuidade, perversões, intolerância, negação, abusos ou simplesmente ser igual a beber um copo de água, ora da fonte, ora do esgoto... E o que mais me faz confusão é a tara sexual da abstinência. Vai de retro satanás!
Muitos queixam-se da qualidade dos seus relacionamentos sexuais, que fazem durante aquela hora. E já pensaram que provavelmente a razão está nas outras 23 horas do dia? Sexo mágico, naquela hora, só é possível se nas outras 23 houver amor, companheirismo, compreensão e não discussões o tempo todo. A qualidade do sexo está diretamente relacionada com outros fatores existentes no relacionamento, tais como: respeito, transparência, admiração ou confiança. E isto, nada tem a ver com regras ou com pensamentos antiquados de que o amor puro não deixa espaço para a libertinagem; as regras ou limites, cada um faz os seus, tal como diz Nelson Rodrigues “Se cada um soubesse o que o outro faz dentro de quatro paredes, ninguém se cumprimentava”!

Portanto e em jeito de conclusão, para se obter ou reconquistar um sexo temperado com magia, um sexo mágico, é preciso que o amor seja verdadeiro e que as demais áreas da relação estejam bem de saúde!
Cada aumento dos laços de lealdade, é um passo a mais no sentido de ter um sexo mais cúmplice e satisfatório.

As filhas dos escritores

Do peito nascem-lhes flores.
Dão-lhes canto, cor e alento.
São filhas de trovadores
Entregues a pastores,
Que lhes retiram alimento!

Tivessem escritores, dos cantos
Admiração e reconhecimento
De todos quantos
A dor cobre de negros mantos
De desamores em sofrimento!

Pobre passarinho

Vem devagar, de mansinho,
Em doces pezinhos de lã.
Sorrindo sobre o meu ninho,
Traz-me no bico o passarinho
Uma linda romã!

Com tal engodo, a avezinha
Fustiga-me sem piedade,
E deixo a minha casinha
À sua nova rainha
Por minha ingenuidade!

Da rosa não vi o espinho,
Nem romã, nem maldade,
E no entanto o pobrezinho
Não sou eu, é o passarinho
Que não tem dignidade!

Liberdade a pedir e nada poder!

Da liberdade tão afastadas:
Esmeraldas em fortes gaiolas;
Zebras em jaulas pintadas;
Caixas com caladas violas;
Atrás de grades, mãos atadas
E coelhos em apertadas cartolas...
Querer voar, cantar, ter ou ser,
Querer sorrir, pedir, e nada poder!

Pequena ou grande liberdade,
Pesada ou leve solidão?
Agitado carrossel é calamidade,
Sossegado passeio é servidão.
Do desapego à saudade,
Entre devaneio e razão,
Qual o sabor da plenitude?
Doce deserto ou multidão rude?

Que venturas quereis colorir
Do que não se vê ou espera?
Cego que tudo vê florir,
Que do Inverno vê Primavera,
Que à liberdade pode sorrir,
É, qual sol sorri à quimera,
Partida para uma viagem
De branca tela e bagagem!

Casamento no trilho certo ou errado?

Vós, unidos, ou por Cristo emparelhados,
De membros inquietos, coxas tremidas,
Com sedes, febres, fomes de pecados,
Em ganas e vontades enfurecidas,
Quereis céus abertos ou enublados,
Âncoras ou bonanças fingidas?
Que legados, por que caminhos
Ides vós, juntos ou sozinhos?

Com ajuda escusada ou pedida,
Gritando ou em amena cavaqueira,
Lúcida conversa ou incontida,
Como ides vós, de que maneira,
Ganhar do casamento, a corrida?
Salvar o que resta da fogueira,
Se é que tal esforço vale a pena
Por grande chama ou pequena.

Que fado no altar foi entoado?
Qual a sina, romaria ou destino?
Ides vós no trilho certo ou errado,
Bom ou mau rumo ao céu divino?
Será o negro, verde ou dourado,
O amanhã que dele imagino
Ter a cor mais prudente,
Do casamento, a transparente!

Muro das lamentações

Pavões que se levantam
Baixando decoros e bastiões
Sem darem conta, plantam
No seu muro das lamentações
As vergonhas que cantam
Sem saberem cantar canções!

Diz o ditado que não aprende
O pavão da latente cidadela,
Que desse cantar depende
Pra sonhar ser coisa bela,
E por isso ele acende
À vergonha uma vela!

Amor, solução de todos os conflitos

Por quem tendes vós afinal
Laços feitos, nós engasgados?
Das roseiras do vosso quintal
Perdoais aos espinhos os pecados?
Que passarinhos do vosso beiral
Saciais de braços cruzados?
O amor que se dá, é o que fica
Do que se partilha e abdica.

Tempo, esse devorador avarento
Do amor baptizado de intemporal,
Que os anos tingem de cinzento
O que já foi da cor da cal.
Para remediar tal desalento
E a cor da neve ser a final,
Candeias iluminem o que definha
A branca neve, a vossa e a minha!

Amor de mãe, pai ou conjugal,
Do estranho ao parente,
Amar o próximo é igual
A concertar o gemido doente,
A arrancar qualquer mal
E a fortalecer a fraca gente.
Solução de todos os conflitos,
Dores, desamores e gritos!

Sou trovador velhaco

Sou trovador velhaco, de zelo apostólico
Com o senso, que bem não sei se ajuíza;
Censuro o mundo real e o simbólico
Com vara curta que o justo enfatiza.
O meu e o outro mundo diabólico,
O que eu queria e o que hostiliza,
Qual doente inferno e céu católico,
Que a minha prosa aqui satiriza
Cantando e ralhando a poesia,
Ora afago quente, ora chibata fria!

Ser poeta: Deus dos enredos e do tempo

Letras e palavras são anarquias,
Que pintadas de cinzento,
Chamam por metáforas e analogias
Ao sabor da inspiração do vento.
Vento que tão bem assobias
E tão longo é teu chamamento,
Quanto mais a dor me afias
Maior é de ti, o meu alimento!
Desamores e dores que me envias
Fazem-me Deus dos enredos e do tempo!
Pinto infernos de lindas pradarias!
Anjos visto de negro fardamento!
Hoje sou rei de todas as bigamias,
Amanhã servo do meu casamento!
Ser da poesia escravo todos os dias,
Mas o que quero a cada momento!

O fado mais bem feito

Cai a noite, nasce a lua,
Finda o dia e nascemos nós!
Sopra o vento que apazigua
A minha alma e a tua
Enquanto estamos a sós!

Sob o luar mais perfeito,
Cantamos a uma só voz
O fado mais bem feito
Deste amor insuspeito,
Não querendo ficar sós!

Vai-se a lua, o galo canta,
Nasce o dia e ficamos sós!
Solidão que se agiganta
Até vir a lua santa
E de novo sermos ‘nós’!

Velhice no ponto final

Virgulas, já as perdi no caminho
Onde atalhos vão dar a pontos finais;
Reticências, rezo-as sempre sozinho
Pra escapar a parágrafos canibais!
Aos poucos vislumbro o último vinho
Que beberei não sei de que punhais!
Ter menos tempo é ter mais a perder,
Quase nu e tanto pra escrever!

São horas lentas, frias e demoradas,
Que a velhice aceitou e por onde há
Pouca agitação e muitos nadas;
Estou onde a televisão está
E vejo-a com pálpebras desmaiadas;
Do que lá vejo e oiço, bastará
A minha ruidosa cama
E a visita de quem me ama...

Sou as cruzes e rasgos do desfiladeiro,
Cheio de marcas que contam histórias;
Tenho no bolso um andar batoteiro,
Relógios calcinados, que não dão horas,
Um olhar obsoleto, um falar trapaceiro,
Que pergunta quantas mais memórias
Terei com o meu melhor fato?
Oh, destino ingrato...

O forte cai e corre

A vida assim encarar:
Ser coruja errante
Ou papagaio ignorante,
É diferença entre caminhar
Ou cair num instante!

Ao cair, que se aprenda
Com o descuido passado,
Ou serás enterrado
Pela vida, pela fenda
Onde caístes à bocado!

O fraco a morte planta,
O forte cai e corre
Mas se agiganta!
Um, hoje se levanta,
O outro, amanhã morre!

A flor de lótus almejada

Sou flor por nascer, por germinar,
Como ela procuro a esperança remota
Do sol, vida e paz um dia abraçar!
Vagueando por onde a flor brota,
Eis que em mim o caule sinto rasgar
Da flor nascida, à luz devota!
Da minha alma antes alagada
Nasce a bela flor de lótus almejada.

Morte por entre dedos

É ver areia fina escoar entre dedos
E o relógio que não pára de andar!
Apontam os ponteiros cruéis torpedos
A horas que não páram de contar
As areias finas dos meus medos
Que a mão da esperança quer fechar!
Será que mão fechada o tempo segura
E a esperançosa vida nela perdura?

Amigos, são estrelas, sóis com ouvidos...

Amigos, são estrelas, sóis com ouvidos,
Que nos dão ombros, calor e luz;
São tesouros, frutos amadurecidos
Por laços que a amizade produz
Em entregas de afetos e gemidos
Como Cristo se entregou à cruz.
Laços por punhais desfeitos,
Jamais serão mantidos ou refeitos.

Que fiéis amigos conservais,
Daqueles que o tempo não levou,
Dos que calam dores tais,
Que a própria dor já calcinou?
Teriam sido cartas ou postais,
Cantares que ninguém cantou
Ou arrogâncias não contidas
Que causaram vossas feridas?

Quem por vós tem molhado os pés?
Que cimento vos une, vos apega?
Em tempestades e vorazes marés,
Por onde a amizade navega,
Quem salva quem, do revés?
Quem é o carregado e quem carrega?
Suores e lágrimas por vós secadas
São anjos, amizades somadas.

Batalhas da nossa cama

Vem quente, linda, com o cio,
Traz teus olhos de serpente,
Vem inocente, com desbocado feitio,
Assim te espero impaciente,
Serei teu lobo faminto vadio,
Até meu malho leiteiro ficar impotente
E que expluda a cama em euforia,
De tanto clímax, tanta pornografia!

Quero tua língua indecente,
Em gritos e gemidos alucinados,
Senti-la invadir meu corpo ardente,
Por entre algemas e cadeados,
Ficar com carnes firmes e potente,
Pra te possuir de todos os lados.

Vem em labaredas, nu integral,
Saciar-me por entre tuas fendas,
Vem-te desmedida, como habitual,
Quero-te meiga, bruta, olhos com vendas,
Pra desvendares meu longo punhal,
E luxúrias e tesões serão tuas prendas.

Bebe deste meu vinho imoral,
Em minhas uvas penduradas,
Em nome do prazer carnal
E almas no amor viciadas,
Celebremos por anos este ritual,
Dos entardeceres às madrugadas
E que sempre na tua companhia,
Adormeça assim a minha poesia.

Batalhas estas da nossa cama,
que são segredos de quem ama.

Ontem, hoje e amanhã

Que saibas que superei hoje,
o ponto mais alto, de onde ontem, te amei.
Cada singelo 'amo-te' de hoje,
é mais do que qualquer 'amo-te', 
floreado ou adjetivado de ontem.

Que amanhã seja um hoje mais refinado.
Vivamos hoje, porque amanhã não sei e ontem já era.
Que ontens difíceis, por amanhãs, sejam passado.
Aprendamos hoje, com quedas de ontem
e que escombros sejam alicerces de hoje e amanhã.

Curem-se ontens negros,
para vivermos hojes em branco,
por amanhãs cor-de-rosa!
Se ontens fossem hojes,
hojes e amanhãs seriam diferentes!
Mas não são, por isso:
ontem é preto, aprendamos,
hoje é branco, escrevamos,
amanhã é cor-de-rosa, sonhemos!
Hoje é mais, 
porque ontem foi menos 
e amanhã será melhor.

Obrigado pela definição de hoje de amar,
por resistires ontem, pelo teu hoje
e por me amares ontem, hoje e amanhã.

Por todos os teus ontens e hojes,
tu és quem eu quero,
para o meu hoje e todos os amanhãs.

Amo-te...