Livro 'Amor é um não saber porquê!'


Amor é um não saber porquê!

Luis Miguel Neves Mateus


Título : Amor é um não saber porquê!

Género : Poesia

Páginas : 68

Preço : 8 eur

Amor é um não saber porquê! ~ Poesia ~


 

Sesimbra
2021

 


Ficha técnica:

Título: Amor é um não saber porquê!

Autor: Luis Mateus
Todos os direitos reservados © 2021 ~ Luis Mateus
Correio eletrónico: carpeus@gmail.com
Sítio Web: https://melhores-sites.pt/livro-amor-e-um-nao-saber-porque.html

Ajuda Editorial: CARPEUS ®
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Impressão: Print 24
Sítio Web: https://print24.com/pt/

Design de capa: Manuel Mateus
Revisão: Sandra Pena

1ª edição: Junho de 2021

 

Por indicação do autor, esta obra não segue a grafia do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

 

Nota Poética

Aceitei o convite para escrever algumas linhas sobre este novo livro de Luis Mateus com alegria e alguma impulsividade, confesso.

Honra-me a possibilidade de vos poder deixar uma breve nota sobre um livro que é o perfeito casamento da Poesia com o Amor.

O autor exprime-se com uma linguagem muito própria e enigmática, que nos deleita, ora com Poesia fruto do seu imaginário fingido, ora com passagens da sua vida real.

O leitor encontrará ao longo das páginas deste livro um misto de emoções fortes e uma sensação de “déjà vu”.

E esta sensação de “déjà vu”, porquê?

Porque todos já amámos alguém!

Quem nunca sofreu um desgosto de amor?

Quem nunca se apaixonou?

Marta Carapinha Mateus


Prefácio

“Dizer ao amor que amar não irá doer

é estar à mercê de um sofrer mudo

e acima de tudo é não saber porquê.”


Caros leitores:

Honra-me sobremaneira prefaciar tão bela obra literária sobre um tema que amo: o amor.

Este, é um livro para ser degustado por quem sabe apreciar a poesia e o amor.

É para ser lido com sensibilidade poética, tendo em conta a riqueza do que aqui vos é apresentado.

O autor é dono de um estilo muito próprio e com uma bagagem literária que nos impressiona pela sensibilidade, qualidade, imaginação e pela maneira como desperta emoções.

Muito deste raro vinho que vos é aqui dado a provar, poderia fazer parte de uma das melhores antologias sobre o tema.

Assim como eu, espero que todos captem, pelo menos alguma da essência singular que o autor transpôs em tão bela obra.

Deixem-me terminar, com uma das quadras do autor mais belas que li em toda a minha vida:

“Amo-te assim meu amor, e lá mais adiante

Quando formos pó, poeira e coisa nenhuma,

Debaixo da terra, serei teu amigo e amante,

Serei teu mundo, até que ele nos consuma.”

João Vaz


(...)

Naveguei demais...

Sei de uma pessoa

E essa pessoa sou eu,

Que em mares de lágrimas, vezes demais se perdeu.

Foram demais os desembarcadouros e cais

Onde pouco me dei e amei

E nos quais

Morri vezes demais!

E antes que morra de vez

A matar a sede em água salgada,

Queria um mar de rosas, não de estupidez!

Eu sou o mar, marujo de vocação e sem medos tais,

Que embarquei em começos e finais

Demais...

Cheirei maresias, mágoas e horas incertas,

Estive sempre aos meios-dias em praias opostas e múltiplas costas,

Sempre vazias...

Vacilei demais, remei demais, subtraí-me.

Fui, da minha conta, de menos e demais.

Naveguei muito além dela...

Perdoei tempestades e temporais,

Ignorei faróis, piratas, intuições e punhais,

Sempre demais...

Naveguei mares, rios, riachos e até lagunas.

Algumas foram lições, outras alunas

Demais...

Porque o mar não têm terra, só imensidão e gaivotas no ar,

Porque o rio lá vai como a lua, devagar

E o mar...

O mar é revolto, tem um cabo bojador e frio

E margens do rio

São fáceis de ancorar...

Acreditei

Que não havia peso no verbo acreditar

E que podia haver terra no mar!

Deve ser esta a minha sina,

Carregar coisas pesadas e lamber águas salgadas...

Tantas gotas no oceano e nenhuma é doce!

Ó mar salgado, porque não vieste adoçado?

Só que água doce

Não é o mar que a traz...

Em que luares voam passarinhos?

Em que rios estão ninhos a crescer?

Em qual das luas acreditar?

Na do céu ou na do mar?

Por isso te peço amor:

Não me vás além mar, equivocada, tentar encontrar!

E se mesmo assim, teimosa, me achares,

Devolve-me...

Porque me havia de calhar

Tão grande mar pra navegar?

E salgado ainda por cima...


Morrer em vida...

Tu e eu tínhamos um sonho!

Encontrar um lugar

Onde nos pudéssemos esconder e amar

Porque fomos feitos um para o outro

Como a noite para o escorpião!

Mas dizem astros que não!

Que não haverá aqui ou acolá

Nem um qualquer lugar...

Morrer castigado em vida ou viver errado,

Qual o maior fardo?

Palavras tuas que apedrejei e devolvi ao vento,

Maltratei borboletas que nasceram de nós,

Fiz da flor dada, uma lembrança e da recebida, uma bola de trapos...

Estou cansado de me cansar,

Do pesar da consciência pesada,

Dos porquês de um dia teres sido a mais incompreendida e a mais amada!

Cansado...

De ser floresta vazia de raízes e oxigénio,

De te procurar, porque estás em toda a parte e em parte nenhuma!

De não ouvir um sopro teu, nem ventos de mudança...

Pudesse eu voltar atrás

E não me poria na prateleira das coisas mortas e obsoletas...

Perdoa-me o que não disse, fiz ou não dei e o pouco que amei

Como eu te perdôo o mal que me fazes...

Vertem-se-me lágrimas que não caem ao chão,

Ficam todas presas nos porquês de não te poder ter

Porque também em vida se pode morrer!

Sonhava um casamento de almas em que nos imaginava

num equilíbrio que selava ambas as polaridades...

...a tua e a minha!

E tu estás tão linda...

Ainda te amo...

Ainda te choro e de vez em quando, ainda te soluço...

E sempre te amarei...

Ainda, tanta coisa...

Ainda tanto por doer e dizer...

Ainda me dóis onde a dor mais dói...

Ainda me perco nos teus olhos castanhos...

São relativos e estranhos!

Quando me olham, sérios e perguntadores, não dizem nada!

Convidam-me apenas a pedalar no lodo, sem pedais

E obrigam-me a fumar cada vez mais!

Oxalá me chamassem às fogueiras dos lençóis da tua cama,

Onde faríamos amor todos os dias...

Queria amar-te de mil maneiras e mais algumas que não esperasses,

Queria que tivéssemos sido liberdade, glória e cumplicidade...

Tenho saudades...

Do teu sorriso, do teu olhar inclinado a namorar o meu,

Das prosas de Julieta e Romeu

Que me deixaram refém

De “amo-tes” que diziamos e dos não ditos também...

Saudades...

De andar de mão dada

Numa qualquer rua, esquina ou calçada...

Dos nossos rebentos...

Os que tivemos e ainda vejo

A precisar de um beijo e tantos lhe demos!

O amor,

Se ele me sorrisse,

Eu lá estaria para o receber e matar

O que o matou um dia...

Morrer em vida são pés no chão a cair por um telhado

Que estava certo de amor,

Mas errado, sem alicerces...

A morte,

A que me foi redigida

Por um defensor dado à sorte,

Nem proferida foi ou acusação teve,

Nem fraca, nem forte!

Seria hoje morto em vida

Se me dissesses um “amo-te” aqui e agora, daqueles intemporais e sentidos.

Depois nada. Lágrimas falariam por mim.

Talvez o corpo tremesse por dentro e eu sorrisse por fora

Antes de morrer...

Está escrito nas linhas das mãos, nos corações

Que será noutro amanhã, noutro lugar

Quem sabe em Marte, num qualquer ano

Porque o meu amor é marciano,

Talvez verde e com antenas,

Como eu, maturado...

Apenas...

Se um dia te vir por aí de mãos dadas,

Que seja ao menos o teu conto de fadas,

Porque o lugar que deixastes era o meu.

Até depois...

Uma flor com um “Amo-te” lá dentro...

Toma. É para ti.

(...)


Índice

I

O Poeta ... 12

O poeta é que sabe! ... 12

Poetizando ... 13

II

Amor ... 14

O amor é ... 14

Naveguei demais ... 15

Morrer em vida ... 17

O meu jardim ... 21

Amor Intemporal ... 23

Amo-te assim! ... 25

O primeiro amor ... 26

O papelinho que te namora ... 27

Uma casinha ... 28

Penitência e mudez ... 29

O beijo que não te dei ... 30

O céu, o inferno e uma história ... 31

Como é que se diz isto a alguém? ... 33

Assustas-me! ... 34

Afrodite ... 35

A tua caligrafia ... 36

Sophia, my dear? ... 37

Rum caseiro! ... 38

De procurar-te, ando perdido! ... 39

Sereias apaixonadas! ... 40

Bem haja! ... 41

Mil dores por curar ... 42

Mentir o amor ... 43

Bolha de sabão ... 44

Amor Verdadeiro Para Sempre ... 45

Marido itinerante ... 45

Tertúlias amigadas ... 46

Amor é antítese ... 47

Borboleta iludida ... 48

Amor, desalento e solidão ... 49

Amor é uma bela flor em negro vaso ... 50

Tenebrosos segredos ... 51

“Casas comigo?” ... 52

Sete plantas do meu canteiro ... 53

Ó tempo que tudo mudas ... 55

Ovelha branca ... 56

Ela é esbelta e segura! ... 57

Que me guardes onde eu te guardo ... 58

Poesia para o amor ... 59

Namoradeiras a valer ... 61

Era uma vez ... 62

Flores ... 64